16.8.07

"Trapped In The Closet" (II)


Will Oldham!!! É verdade, ele conseguiu infiltrar-se no cast dos novos dez capítulos de "Trapped In The Closet", que estão a ser colocados desde a passada segunda-feira, ao ritmo de um por dia, no site da IFC. Apesar de estar uns pontos abaixo dos doze originais, a continuação da ópera de R. Kelly mantém os ingredientes que tornaram esta "peça" num must see da cultura popular. Após uma recapitulação/introdução no décimo terceiro, os seguintes adensam a trama e introduzem novas personagens no habitual sistema de interligação relacional algo ligeira que o seu autor impôs à narrativa. Tudo, claro, no campo da traição, do irracional e do, vá lá, impossível. Ingredientes cliché de telenovela que viciam pela rapidez dos acontecimentos. Por aqui desespera-se pelos últimos seis capítulos e pelo DVD a ser editado na próxima segunda-feira, dia 20 de Agosto.


Uma noite bem passada

Setembro, dia 14, em Nova Iorque. No Madison Square Garden. Ou, tal como ela diz, no Madison Fucking Square Garden. Triple bill com Interpol, Liars e Cat Power. Não só perdi Boredoms e os seus 77 percussionistas em Julho, como agora isto. ILOVENY.

+ É ela que diz (apesar de não estar totalmente confirmado)


15.8.07

"Flight of the Conchords"


É a série de Verão que mais me tem feito elogiar a banda-larga cá em casa. Sem nunca ser magistral, as aventuras destes dois foragidos neo-zelandeses por Nova Iorque tem feito as minhas delícias - achei exagerados os madrugadores elogios à serie, mas agora dou a mão à palmatória. O tom molenga e nonsense que nos afasta da atracção fatal dos primeiros episódios torna-se o seu ponto forte a partir do momento em nos sentimos em casa com Jemaine e Bret. Óptimas canções, óptimas encenações, um agente da banda que muito deve a David Brent, e um gozo tremendo à Nova Zelândia - como diz o poster turístico que promove o país: "Why not?". Já saiu o disco, mas desse modo nunca será mais que um aperitivo. Para quem não tem arte nos downloads, no site da HBO podem ver os vídeos musicais. Mas "Flight of the Conchords" é mais que a música.

+ Vídeos


Estreia: "Evan, O Todo Poderoso"


Triste figura faz aqui o Steve Carell. Não bastou o primeiro filme ter sido uma ode ao desperdício de uma ideia que poderia ser boa (porque tinha, para além da Jennifer Aniston, o Jim Carrey) como agora encharcaram tudo, não deixando sequer o actor de "40 Year Old Virgin" (e a Lauren Graham) vir à tona para respirar. Enquanto o filme explica a sua tese (façanha que se esgota rapidamente), Carell ainda consegue levar tudo para o disparate com o seu timing cool perfeito; mas depois o desastre acontece, e nem falo do dilúvio: Hollywood continua a sufocar as comédias com as mesmas estruturas narrativas (os maus muito maus, a história que encurrala o bom, o final feliz redentor quando tudo parece perdido, a moral que insiste em ser maior que o próprio filme), deixando-me saudoso por um belo filme de comédia tonta mas saudável. Depois de ter sofrido com a bicharada na "Noite No Museu", eis mais uma fábula para esquecer. Que venha rápido "Knocked Up".


13.8.07

Estreia: "Torre Bela"


É no grande saco do Verão que acabam por estrear em Portugal os filmes que por razões de baixa pressão comercial apenas encontram nesta altura espaço em sala para aparecerem. "Torre Bela" poderá ter sido um desses casos - e é apenas um dos melhores "filmes" que possivelmente veremos este ano. Usei as aspas porque na verdade "Torre Bela" é um documentário, filmado em 1975 mas em processo contínuo de edição e remontagem desde então. Para além das suas estrondosas capacidades técnicas, este filme coloca-nos no meio da história, da nossa história, como raramente vi alguém fazer. Durante a convulsão dos pós-25 de Abril, "Torre Bela" mostra-nos um microcosmos de revolução, algures no Ribatejo, espelhando o romantismo com que todos aderiam a uma cerca ideia - ainda que confusa - de liberdade. Tem ainda a felicidade de mostrar a aparição de Zeca Afonso para comunicar a sua "Grândola Vila Morena", numa espécie de carimbo oficial da Revolução e oferecendo a energia que porventura aquelas pessoas precisariam para prosseguir com os seus sonhos (ver still acima, retirado do Sound+Vision). Usando apenas o olhar (o documentário não tem narrador nem outro método de contextualização da realidade; apenas uma legenda no final revelando-nos o fim daquela ocupação), vamo-nos sentindo cada vez mais próximos dos desesperos, das conquistas, das frustações, das dúvidas de todos os que tentaram executar, tal como um oficial militar a certa altura diz, a sua lei. A aparente distância que a câmara de Thomas Harlan parece ter dos acontecimentos camufla a inteligente montagem que, nesta versão em 2007, parece ser finalmente a definitiva. Noções esplendorosas de cinema sobre um dos mais ricos períodos históricos de Portugal, fazem deste "Torre Bela" uma obra incontornável neste Verão, neste ano e para sempre.


Merv Griffin (1925-2007)

Li que Merv Griffin morreu. Não tendo memória deste senhor na televisão, aproveito para recordar um dos pedaços mais dementes de "Seinfeld", justamente o episódio em que o alucinado Kramer decide transformar a sua casa no "Merv Griffin Show", colocando os seus amigos como convidados do seu programa. Nesta altura, Kramer expunha o seu nonsense em patamares nunca vistos e aqui a sua comunhão com o enredo normal é de génio. "Slicer" seria o episódio seguinte, ainda no arranque da nona temporada, e não foi menos louco que isto.



12.8.07

Animal Collective na Má Fama


Está online desde ontem a sessão da Má Fama com os Animal Collective, transmitida durante o mês de Julho. Além da entrevista, ouvem-se alguns dos novos (por acaso, os melhores) temas de "Strawberry Jam", a sair no dia onze de Setembro, e é também dada uma oportunidade para reouvir "Here Comes The Indian" - infelizmente ignorado por muito boa gente.




M.I.A. "Jimmy"


Depois de "Bird Flu" e "Boyz", M.I.A. revela o terceiro single de "Kala" (a sair no próximo vinte de Agosto; muito superior a «Arular» após algumas audições), "Jimmy". O vídeo, não só é inspirado em bollywood, como a própria música é uma versão livre do clássico "Jimmy Adja", da banda-sonora de "Disco Dancer" (1983), épico de culto indiano sobre a carreira de um... disco dancer. Diz quem viu que é uma verdadeira preciosidade. Na Esfera há o desejo de um dia deitar as mãos a tal obra (pequena curiosidade: foi um enorme sucesso na Rússia durante os anos oitenta). Aqui podem ver e ouvir a versão original de "Jimmy Adja". 


Tony Wilson (1950-2007)


"So it goes..."

11.8.07

Celebrity Mashup


Eis um jogo que apenas serve para gastar uns minutos de um sábado calmo e caseiro. Por uns momentos, imaginemo-nos nos Estados Unidos, rodeados pelos tablóides e pela cultura asfixiante do star system americano e tentemos adivinhar quem é que será mais Celebridade: Winona Ryder ou Sandra Oh? Charlie Sheen ou Sally Field? Martha Stewart ou Benicio Del Toro? Robert de Niro ou Faith Hill? Paris Hilton ou Madonna? Para além dos óbvios (os vencedores que também são exportáveis para a nossa realidade), há jogos de raciocínio interessantes, tal como pensar se a visibilidade mediática de Lindsay Lohan poderá suplantar décadas de filmes de Eddie Murphy (sim, suplanta), se o sucesso das "Desperate Housewives" pode levar Marcia Cross a ofuscar o recente apagão de Kevin Costner (não ofusca), ou ainda se a música de Kanye West pode ultrapassar os filmes de Matt Damon (não ultrapassa). Foi nos momentos de indecisão complicada que desisti do jogo, sem perceber porque Jim Carrey perde para Johnny Deep (talvez o box office explique tudo), porque Penélope Cruz é mais celebridade que Lucy Liu (ainda o poder Tom Cruise?), porque Hellen Mirren ganha a Rosario Dawson (apesar de merecer) ou porque o canastrão do Ben Affleck é mais visível que Shakira. Confesso que invejo quem conseguiu fazer 192 escolhas certas - actualmente, o record deste Celebrity Mashup.


Adenda: Meu Deus, o record já vai em 230! O meu? 26.

10.8.07

Apatow & Cera


Este é um ano jackpot para Judd Apatow - "Knocked Up", escrito, produzido e realizado por si, tem feito muito bom dinheiro nos Estados Unidos; e "Superbad", outra produção, está quase a estrear, pronto para repetir o mesmo sucesso. Para promover este último filme há uma falsa entrevista de imprensa onde os protagonistas Michael Cera e Jonah Hill tentam responder às perguntas armadilhas do "jornalista" Edgar Wright (o realizador de "Hot Fuss" e "Shaun Of The Dead"; realizou recentemente um dos tais trailers para o "Grindhouse", versão americana). Apatow está a investir parte da criatividade de promoção em falsos teasers virais - vejam o espantoso "atrito" entre Apatow e Cera, justificando o despedimento do actor de "Knocked Up". Confesso que sabendo que o actor não estava no cast do filme, ainda pensei que o vídeo tivesse sido verdadeiro. Fantástico, e brilhante o modo como nos dois fakes vem sempre à baila o cancelamento do Arrested Development. Respect para Michael "George-Michael" Cera também.

Já agora, tentem recuperar um hilariante vídeo já antigo onde Michael Cera caricaturava um outro vídeo (este supostamente verdadeiro; igualmente hilariante) que serviu de CV para um aluno... brilhante.


8.8.07

Estreia: "The Host"


Estreia amanhã nas salas portugueses o grande blockbuster sul coreano dos últimos anos: "The Host". Vendido como um cruzamento entre "Alien", "Predator", "Godzilla" e um qualquer drama familiar baseado em casos reais, Joon-Ho Bong concretiza aquilo que tem vindo ser uma tendência nalguns filmes de horror/terror orientais: juntar mãe, pais, avós, filhos e casais de namorados no cinema. "Dark Water" de Hideo Nakata serve como óptimo exemplo desde género, mesmo que a versão americana explore com mais precisão o drama da história. "The Host" não é bom nem é mau, é assim-assim, mas talvez encha as medidas a quem caia de surpresa na sala de cinema. O que o estraga é precisamente o seu motivo de venda: não satisfaz como terror/horror/acção e o lado familiar é kitsch gratuito, num exagero claramente inspirado pela animação japonesa. Funciona como exercício, piada, e é capaz de potenciar gargalhadas se se puxar para o lado da paródia. Vai saber a pouco para muitos e ar fresco para outros. Pela curiosidade, ou ausência dos últimos tempos de monstros gigantes no grande ecrã, vale uma ida ao cinema.


"Mission: Man Band"


Ao longo do Verão é criminoso tirar os olhos - ou a atenção - da televisão norte-americana. Pérolas que estreiam e rapidamente são canceladas ("Starved", há dois anos) e umas quantas séries superiores (ou quase) àquilo que vemos durante o resto do ano ("Weeds" e "It's Always Sunny In Philadelphia"). Estreou ontem na VH1 uma pérola da silly season: "Mission: Man Band". Parte de uma brilhante ideia que depressa se torna genial graças à escolha dos participantes. "Has beens" da cultura de boys bands dos anos 90, desde elementos irrelevantes de bandas que conseguiram mais do que um sucesso (Chris Kirkpatrick, dos N*Sync) a one-hit-wonders que não chegaram a sair dos EUA: Jeff Timmons (98 Degrees), Rich Cronin (LFO) e, uma pérola, resgatada do início dos anos 90, Bryan Abrams (Colour Me Badd). Vão conviver na mesma mansão durante umas semanas e têm como objectivo gravar um single que lhes devolva o estrelato. Como se não fosse suficiente para este reality show ser atractivo, dois dos escolhidos são alcoólicos (e um desses gaba-se de como consegue fazer rolar três rodas gigantes ao mesmo tempo), um esteve quase a morrer de leucemia há dois anos atrás e o que sobra já não tem voz. O preview do segundo episódio inclui uma festa em casa e desavenças com Bryan Abrams, por este não conseguir controlar a bebida: "You ain't seen nothing yet!", diz ele. Esperemos que não. Absolutamente imperdível.


6.8.07

"Saving Grace"


O título não promete nada de bom. Não há coincidência (é mesmo propositado) entre o "Amazing Grace" e este "Saving Grace". Grace (Holly Hunter) é uma mulher-polícia alcoólica, sulista, irresponsável (há um hit and run no primeiro episódio) e sem grandes problemas de roubar o marido a alguém. Uma espécie de white trash modernaço com a típica voz de bagaço (aqui um tanto ou quanto sexy). Para a salvar, é enviado por Deus um anjo chamado Earl, que lhe dá uma última oportunidade. A sinopse é péssima e a juntar ao mau gosto, Grace está a investigar o caso de um rapto de uma rapariga de dez anos chamada Maddie. Ah!, a banda-sonora é horrível; rock cristão no seu melhor (ou pior). O episódio-piloto é mais do que suficiente para desligar e não prestar mais atenção.


2.8.07

"Trapped In The Closet"


Quem não viu, torce o nariz. Os outros venceram o cepticismo pela procura incrédula de razões para "Trapped In The Closet" ter sido feito. Goste-se ou não de R. Kelly, depois da repugnante história do "golden shower" a sua carreira nunca foi a mesma. Os seus álbuns, canções e letras, ressoam como alibi para todo um escândalo que ninguém esquece. Há uma audácia quase irresistível nisso tudo, uma perversidade difícil de contornar, levada a sério ou não. A verdade é que fá-lo como ninguém. Até consegue tornar um tema sobre uma mulher ter um filho num objecto ridiculamente amoroso, quase sexual. "Trapped In The Closet" é um dos elementos essenciais da cultura pop deste século. Uma ópera hip-hop/r&b criada para a televisão com um argumento tão absurdo que é impossível alguém um dia ter levado isto a sério. Neste mês vão ser editados em DVD mais dez capítulos a acrescentar aos doze originais. Render o peixe pode-se tornar num erro desnecessário, mas é impossível não estar em pulgas para ver o que aí vem. O preview desvenda pouco e adivinha-se o mesmo beat, tom e... dificuldade em perceber como alguém (produtores, actores, R. Kelly) pode levar isto a sério. Ed Wood fora do seu tempo?




"The Darjeeling Limited"


Wes Anderson é o rosto no cinema do miúdo indie nascido na primeira metade da década de 80, que pouco tinha para se agarrar depois de ver uns clássicos e esgotado os Coen - os melhores, pelo menos. A Sophia Coppola com calças, portanto. Retêm-se os últimos três filmes ("Rushmore", "Royal Tenembaums" e "The Life Aquatic Of Steve Zissou") e esquece-se a pérola "Bottle Rocket", escrita a meias com o cúmplice Owen Wilson. Ao quinto, trocou o mar pela Índia, numa viagem de comboio de três irmãos. "The Darjeeling Limited" estreia no Outono e já tem trailer. Ouve-se Kinks, "This Time Tomorrow".


28.7.07

"Arrested Development"

Talvez tenha sido para isto que as petições online foram criadas. Este site aqui está a pedir reforços para termos mais um episódio de "Arrested Development", a tal série que se ficou pelas duas temporadas e meia e que é sem qualquer dúvida a melhor série cómica de sempre deste século. Não custa nada imaginar que será possível. Vamos lá então...


26.7.07

Ulrich Muehe (1953-2007)


Não será um dos meus actores favoritos, até porque penso ter visto apenas dois dos seus filmes, mas o seu desempenho em "A Vida dos Outros" ("Das Leben der Anderen", 2006; o outro é "Funny Games" de Haneke) deixou marcas naquele que é ainda um dos mais interessantes filmes europeus dos últimos anos. Com uma contenção absolutalmente cortante, Ulrich Muehe interpretou na perfeição um espião alemão que percebe cedo demais o fim dos seus dias como peão de um estado vigilante, deixando-se contanimar pela liberdade intelectual dos seus espiados. Apesar dos prémios e do Oscar, o filme de Florian von Donnersmarck não esconde hesitações e um final algo forçado, mas tudo é recolocado no lugar pelos perfeitos actores, fundamentalmente por Ulrich, falecido este fim-de-semana.

+ Ulrich Muehe no Wikipedia


Monica Vitti


A RTP2 está a anunciar um documentário sobre Monica Vitti para esta sexta-feira. Para além de tudo o que fez na sua vida de actriz, para mim e para muitos cinéfilos mais hardcore, ela será sempre a musa perfeita de Antonioni (juntos na foto acima). "L'Avventura", "La Notte", "L'Eclisse" e "Il Deserto Rosso" fazem obviamente sombra a qualquer filmografia (até mesmo sobre "O Fantasma da Liberdade" de Buñuel), e foram esses filmes que colocaram Vitti no Olimpo das mulheres perfeitas do cinema. Por isto tudo, não sei se me interessa espreitar um documentário que, ainda por cima, faz a RTP2 anunciar Monica Vitti como uma das actrizes chave da comédia italiana.


Liars - "Plaster Casts Of Everything"


Liars com novo álbum para breve, voltando à sua quintessência eléctrica - chamar-se-á, claro, "Liars" - depois do recolhimento pastoral e Animal Collectiviano de "Drum's Are Dead". O vídeo do single já está no ar - uma mistura entre o voo nocturno de "Lost highway" e o recente terror na estrada de Tarantino, tudo visto pelos olhos embriagados dos Liars.

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25.7.07

Kanye West - "Can't Tell Me Nothing"


Que gozo tremendo: "Can't Tell Me Nothing", anunciando "Graduation" de Kanye West, ainda antes do flop de "Stronger", tem facilmente o melhor vídeo do ano. Depois da peixeirada nos MTV Video Awards, West fez este vídeo, provavelmente feito com uma milésima parte do dinheiro gasto na patetice de "Touch the Sky". Também com pouco dinheiro, mas com muito mais imaginação, Zack Galifianakis e Will Oldham fazem a sua releitura com um épico Amish no meio do milharal... Demasiado doente para ser verdade. Surpresa? Nem tanto: Zach Galifianakis tem andado em tournée com Band Of Horses e já tinha feito de Fiona Apple no vídeo de "Not About Love", e Will Oldham fez pequenas obras-primas com Neil Hamburger para os teasers para "The Letting Go" (aqui, aqui e aqui). Tudo perfeito.

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